Área de saúde em alta atrai aporte de Amil e Sírio-Libanês
Wilian Miron
PRAIA DO FORTE - Empresas da área de saúde ampliam atuação e crescem em várias regiões do País, o que atrai também fornecedores de produtos e de serviços. Prova disso é que quase um ano depois de comprar a Medial Saúde por R$ 612 milhões, o grupo Amil, que atua na área de seguro de saúde, pretende reestruturar sua operação em Minas Gerais. Mesmo com um faturamento na casa dos R$ 8 bilhões, se se considerar toda a sua operação no País, a presença da companhia ainda é tímida no estado, onde ela atende a 50 mil clientes cuja maioria é composta por funcionários de empresas do Rio de Janeiro e de São Paulo que têm atuação na região.Hoje a Amil atende a mais de 5 milhões de clientes em todo o País e, de acordo com o executivo, o estado tem tudo para se tornar um dos mercados mais fortes da empresa, e competir com São Paulo e com o Rio de Janeiro.
O encontro de negócios atrai todos os anos um número grande de empresas da área de saúde e fornecedores principalmente do ramo de tecnologia, alimentação coletiva e telecomunicações.
Além de Minas Gerais, a Amil pretende aumentar sua atuação na Região Nordeste, onde todos os indicadores mostram crescimento acelerado da economia, explicou o executivo. "A empresa vai investir muitos para crescer em estados dessas regiões."
Hospitais
Para sustentar um crescimento exponencial na demanda por serviços de saúde, o Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, que deve fechar o ano com faturamento de R$ 700 milhões, pretende elevar seus aportes em ampliação da capacidade de atendimento de R$ 130 milhões em 2010 para algo em torno de R$ 180 milhões a R$ 200 milhões, até o final do próximo ano. "Vamos construir um hospital em Brasília e duas clínicas de diagnósticos em São Paulo até o próximo ano [no Itaim e na Avenida Brasil]", disse ao DCI o superintendente de Estratégia Corporativa do hospital, Paulo Chapchap.
Mesmo sem fusões e aquisições, a meta da empresa é passar dos atuais 360 leitos disponíveis para 600 leitos em três anos, comentou Chapchap. Segundo o executivo, o foco do Sírio-Libanês é firmar parcerias com empresas que agreguem valor a áreas estratégicas, a exemplo da desenvolvida com a rede de laboratórios Fleury. "Toda a nossa área de análise digital é feita por eles", comentou o executivo.
Fornecedores
Para os fornecedores das instituições de saúde, o apetite maior dessas empresas em fazer investimentos, será um oásis para novos negócios. Na área de alimentação coletiva, por exemplo, uma das maiores do ramo, a francesa Sodexo, viu um grande filão na venda de alimentos especiais ao segmento hospitalar no Brasil. Hoje, dos R$ 750 milhões que a companhia fatura no País, ao menos 12% vêm desta área, segundo o vice-presidente do braço de saúde da multinacional, Pierre Henri Haritçalde. "Hoje ela cresce a uma taxa média de 30%", comentou ele.
De acordo com o executivo, nos próximos anos, essa área será responsável pela maior parte do faturamento da companhia. "É um segmento que está em efervescência, por isso queremos aumentar a nossa participação neste mercado."
Para a empresa, o segmento hospitalar se tornou interessante para os fornecedores graças à disposição cada vez maior de clínicas e hospitais brasileiros de oferecer serviços de alta qualidade aos pacientes durante a sua internação.
Uma demonstração do potencial que este segmento tem é que, em um ano, as vendas de refeições para hospitais da Sodexo cresceram 24% em receita e 40% em desenvolvimento de negócios. Animada com esses números, a diretora do segmento de saúde e educação da multinacional francesa, Ana Cristina Tarallo Coleti, afirmou que no Brasil há espaço para crescer neste nicho, tanto que a área tem recebido mais de 20% dos aportes da companhia. "Acho que este é um dos principais mercados nos países em que a Sodexo atua", disse.
O repórter viajou a convite do evento
O crescimento do setor de saúde dá impulso aos planos de investimento e expansão de hospitais, planos de saúde e até de empresas que fornecem produtos e serviços. É o caso da Sodexo, de refeições coletivas, em que esse segmento já representa 12% do R$ 750 milhões que a companhia fatura no País. Segundo o vice-presidente do braço de saúde da multinacional, Pierre Henri Haritçalde, "hoje essa área cresce à taxa média de 30% ao ano."
De referência mundial no setor, o Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, pretende elevar aportes na capacidade de atendimento, com até R$ 200 milhões em 2011, ante os R$ 130 milhões deste ano. A previsão é passar dos atuais 360 leitos disponíveis para 600 leitos, em três anos. "Vamos construir um hospital em Brasília e duas clínicas de diagnósticos em São Paulo até o próximo ano", disse o superintendente de Estratégia Corporativa do hospital, Paulo Chapchap.
Segundo o executivo, o foco do Sírio-Libanês é firmar parcerias com empresas que agreguem valor, a exemplo da feita com a rede de laboratórios Fleury. "Toda a nossa área de análise digital é feita por eles", comentou o executivo.
Quase um ano depois de comprar a Medial Saúde por R$ 612 milhões, o grupo Amil, de seguro de saúde, quer agora reestruturar a operação em Minas Gerais. O faturamento da marca está na casa de R$ 8 bilhões, mas a presença é tímida no estado, onde atende 50 mil clientes, dos 5 milhões de sua carteira, diz o presidente da Amil MG, Emerson Fidelis Campos.
O ânimo dessas empresas baseia-se também em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima gastos no segmento no País em 7,6% do PIB este ano, valor semelhante ao de Inglaterra e Espanha. O setor privado detém 4,5% do volume e a área deve movimentar R$ 16 bilhões.
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